Masoquismo II - Autofagia
Canibalisticamente, mastigo minha própria carne,
quebro os meus próprios ossos,
cuspo no prato que me dá de comer.
Selvagemente, rasgo minha própria pele,
pinto os meus próprios olhos,
raspo a cabeça e exponho o crânio que jaz ali.
Transloucadamente, entorpeço minha própria mente,
minto para o meu espírito,
trafego em vias obscuras na tentativa
de desencontrar-me para sempre.
Maníacamente, observo o estranho,
sempre altivo,
defecando no meu próprio rosto,
vestindo minhas próprias roupas,
sentando-se à mesa
e degustando o meu próprio prato,
sujando minha própria louça,
devorando a minha própria amada,
esbanjando o gozo e o prazer antes de mim.
Inquietadamente, imagino minha própria dor,
rio da minha própria desgraça,
gozo com a minha própria morte
e ressuscito para sofrer de novo.
quebro os meus próprios ossos,
cuspo no prato que me dá de comer.
Selvagemente, rasgo minha própria pele,
pinto os meus próprios olhos,
raspo a cabeça e exponho o crânio que jaz ali.
Transloucadamente, entorpeço minha própria mente,
minto para o meu espírito,
trafego em vias obscuras na tentativa
de desencontrar-me para sempre.
Maníacamente, observo o estranho,
sempre altivo,
defecando no meu próprio rosto,
vestindo minhas próprias roupas,
sentando-se à mesa
e degustando o meu próprio prato,
sujando minha própria louça,
devorando a minha própria amada,
esbanjando o gozo e o prazer antes de mim.
Inquietadamente, imagino minha própria dor,
rio da minha própria desgraça,
gozo com a minha própria morte
e ressuscito para sofrer de novo.
(Novembro, 2020)





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