Caminhos
Quando estou só
me entorpeço
com doses galopantes
de
desassossego.
No frenesi
de pensamentos
que desajustados
desencontram
o
fio
que conduz
ao sentido das coisas.
Estou mergulhado,
cada dia mais profundamente
no sem sentido da vida,
que ironicamente,
faz
sentir-me
cada vez mais.
Meus pés fixam-se no chão da realidade,
não exigindo caminhos marcados
para caminhar,
serenamente,
a procura
de
mim
mesmo.
A solitude me parece companheira.
Desde sempre,
estive acompanhado.
Fecho os olhos para tudo
que me conduz
ao desencontro
de minha
própria
alma.
Há algum tempo não ouço a voz dos mestres,
que veementemente me tentam
com persuasão,
aceitar
a facilidade de uma existência
crédula.
Não me associo a multidão,
que entusiasticamente
dança,
o inebriante
ritmo
dos tempos.
desprezo o riso
que nasce
da alienação.
almejo liberdade,
mesmo que isto,
me custe,
a vida.
(Fevereiro, 2021)
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| Pintura: Sitzender Bauer in den Dünen - Max Liebermann |





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