O vazio
O vazio que mora em mim
Após vários anos de um amor imperfeito,
o vazio que mora em mim retorna,
comunicando-se em versos.
Na verdade,
o vazio que mora em mim nunca havia deixado de existir,
de pulsar nas noites frias.
O vazio que mora em mim se manifestava sorrateiramente:
ora com indiferenças, ora com diferenças gritantes.
O vazio que mora em mim escapava
em um olhar perdido ao horizonte.
O vazio que mora em mim surgia
a cada excesso descabido,
autodestrutivo e sem direção.
O vazio que mora em mim se expressava
no acúmulo imensurável de atividades,
no frenesi pelo bom desempenho do nada.
As dores do dia a dia revelavam
a falta que o vazio que mora em mim comunica
em seus próprios excessos.
Posso dizer muitas coisas deste amor imperfeito —
já o disse, aliás,
com um gosto amargo na boca.
Mas entre tantos enganos,
concluí que desconsiderar a palavra amor
foi um erro.
O amor morou em mim,
lado a lado com o vazio.
Às vezes, de tão intenso e brilhante,
terno e penetrante,
ofuscava o brilho melancólico dos meus olhos.
O vazio que mora em mim
também é o amor,
e a vontade sedenta de amar
que hoje me habita — como nunca,
pois agora surge com tua ausência.
(Outubro, 2025)
Após vários anos de um amor imperfeito,
o vazio que mora em mim retorna,
comunicando-se em versos.
Na verdade,
o vazio que mora em mim nunca havia deixado de existir,
de pulsar nas noites frias.
O vazio que mora em mim se manifestava sorrateiramente:
ora com indiferenças, ora com diferenças gritantes.
O vazio que mora em mim escapava
em um olhar perdido ao horizonte.
O vazio que mora em mim surgia
a cada excesso descabido,
autodestrutivo e sem direção.
O vazio que mora em mim se expressava
no acúmulo imensurável de atividades,
no frenesi pelo bom desempenho do nada.
As dores do dia a dia revelavam
a falta que o vazio que mora em mim comunica
em seus próprios excessos.
Posso dizer muitas coisas deste amor imperfeito —
já o disse, aliás,
com um gosto amargo na boca.
Mas entre tantos enganos,
concluí que desconsiderar a palavra amor
foi um erro.
O amor morou em mim,
lado a lado com o vazio.
Às vezes, de tão intenso e brilhante,
terno e penetrante,
ofuscava o brilho melancólico dos meus olhos.
O vazio que mora em mim
também é o amor,
e a vontade sedenta de amar
que hoje me habita — como nunca,
pois agora surge com tua ausência.
(Outubro, 2025)
![]() |
(Pintura "Falta de Amor"de Serj. B) |





Comentários
Postar um comentário