A casa ficou vazia
A casa ficou vazia.
Logo o silêncio preencheu todos os cantos.
Os quartos e os corredores eram embalados pela brisa
que pela janela adentrava
os largos vácuos do espaço e do tempo.
O felino esparramou-se pelo piso gelado,
entre um quarto e outro,
balbuciando ronronadas de conforto.
O jovem enlutado,
sentado ao sofá,
sentia uma paz serena,
junto com o vento macio
acariciando seu corpo.
Ruídos de vizinhos, ouvindo no rádio
modas antigas, traziam de fundo
saudade.
Aos poucos a tristeza vai abrindo
espaços para a poesia.
E a poesia,
mergulhada na imaginação,
satisfaz de maneira delicada e sutil
o apetite.
Apetitoso é morrer
para que outras vidas venham
nascendo
entre partos,
ranger de dentes
e dor.
A vida traz consigo
desconhecidas versões de si
e uma profundidade taciturna e sóbria
de quem já amou
e experimentou a morte lenta
do mesmo.
Hoje, os silêncios que preenchem a casa
o esvaziam de amores que jazem.
E
a quietude,
tão profunda,
o preenchem também.
Logo o silêncio preencheu todos os cantos.
Os quartos e os corredores eram embalados pela brisa
que pela janela adentrava
os largos vácuos do espaço e do tempo.
O felino esparramou-se pelo piso gelado,
entre um quarto e outro,
balbuciando ronronadas de conforto.
O jovem enlutado,
sentado ao sofá,
sentia uma paz serena,
junto com o vento macio
acariciando seu corpo.
Ruídos de vizinhos, ouvindo no rádio
modas antigas, traziam de fundo
saudade.
Aos poucos a tristeza vai abrindo
espaços para a poesia.
E a poesia,
mergulhada na imaginação,
satisfaz de maneira delicada e sutil
o apetite.
Apetitoso é morrer
para que outras vidas venham
nascendo
entre partos,
ranger de dentes
e dor.
A vida traz consigo
desconhecidas versões de si
e uma profundidade taciturna e sóbria
de quem já amou
e experimentou a morte lenta
do mesmo.
Hoje, os silêncios que preenchem a casa
o esvaziam de amores que jazem.
E
a quietude,
tão profunda,
o preenchem também.





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